A Bolsa dos Pequenos Caminhos

Uma história ternurenta sobre uma bolsa vermelha que guarda folhas, pedrinhas, laços e pequenos caminhos cheios de imaginação.

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Ilustração infantil de uma criança com uma bolsa vermelha a guardar pequenos tesouros num caminho de jardim.

A Mia tinha uma bolsa vermelha pequenina.

Era tão pequenina que não cabia lá dentro uma bola grande, nem um livro pesado, nem uma panela de brincar.

Mas cabiam coisas muito importantes.

Uma folha amarela.

Uma pedrinha lisa.

Um laço azul.

E, às vezes, cabia também um segredo.

Numa manhã clara, a Mia pôs a bolsa ao ombro e disse:

- Hoje vou passear pelo caminho dos tesouros.

A mãe sorriu.

- Então leva olhos atentos.

A Mia tocou na bolsa com a mão pequena.

- E levo a minha guardadora.

Lá fora, o jardim cheirava a sol e a erva lavada.

O caminho começava junto ao portão de madeira. Primeiro era direito, depois fazia uma curva, depois escondia-se atrás de um arbusto redondo.

A Mia deu três passos pequeninos.

Um, dois, três.

Logo encontrou uma folha amarela, caída junto a uma flor branca.

- Olá, folha - disse ela. - Queres vir comigo?

A folha não respondeu, porque as folhas falam muito baixinho.

Mas abanou um bocadinho com o vento.

A Mia guardou-a na bolsa.

Mais à frente, viu uma pedrinha lisa, cinzenta e brilhante.

Estava no meio do caminho, como se esperasse por alguém.

- Tu pareces uma lua pequenina - disse a Mia.

Guardou também a pedrinha.

A bolsa ficou um pouco mais pesada.

Não muito.

Só o peso certo dos tesouros.

Ao pé do canteiro, um passarinho saltitou na relva.

Pic, pic, pic.

A Mia parou.

- Bom dia, passarinho. Perdi alguma coisa bonita?

O passarinho inclinou a cabeça.

Debaixo de uma margarida estava um laço azul, tão pequeno que parecia feito para uma nuvem bebé.

A Mia bateu palmas devagarinho.

- Obrigada!

Guardou o laço na bolsa, com cuidado, para não amachucar a folha.

Depois sentou-se num banco baixinho.

Abriu a bolsa e olhou para dentro.

A folha parecia um barquinho.

A pedrinha parecia uma lua.

O laço parecia um rio.

A Mia juntou tudo no colo e inventou uma história.

Era uma vez um barquinho amarelo que navegava por um rio azul até encontrar uma lua cinzenta.

A lua estava triste porque tinha perdido o caminho para casa.

Então o barquinho disse:

- Sobe para mim. Eu conheço muitos caminhos.

E o rio azul fez ondas pequeninas para ajudar.

Quando a história acabou, a Mia guardou tudo outra vez.

A bolsa fechou-se com um suspiro macio.

- Pronto - disse a Mia. - Os tesouros vão descansar.

No regresso, o caminho parecia diferente.

A curva era uma montanha.

O arbusto era uma casa redonda.

O portão era uma porta de castelo.

A Mia caminhou devagar, com a bolsa ao ombro.

Lá dentro iam a folha, a pedrinha, o laço e a história.

Quando chegou a casa, a mãe perguntou:

- Encontraste muitos tesouros?

A Mia abriu um sorriso.

- Sim. Mas o maior não se vê.

- Não se vê?

A Mia encostou a bolsa ao peito.

- Está aqui dentro. É o caminho que veio comigo.

E a bolsa vermelha ficou quietinha, muito contente, como quem sabia guardar folhas, luas, rios e passeios inteiros.

3 ideias de brincadeiras

Passeio dos tesouros. Num passeio curto, convidem a criança a escolher dois ou três objetos seguros e simples, como uma folha, uma pinha pequena ou uma fita, para guardar e observar depois.

História no colo. Espalhem os pequenos tesouros no chão ou no colo e inventem uma frase para cada um: a folha pode ser um barco, a pedra pode ser uma lua, a fita pode ser um rio.

A bolsa vai visitar. Antes de sair de casa, ajudem a criança a escolher um objeto especial para levar. No regresso, conversem sobre onde esse objeto esteve e o que viu pelo caminho.

Produto em destaque

A Bolsa Capuchinho Vermelho entra nesta história como uma pequena guardadora de descobertas, perfeita para acompanhar passeios, visitas e brincadeiras de faz-de-conta.

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